Shanghai Disneyland: A melhor Disney?

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Enfim, chegou. Parece que tudo na minha vida desde junho de 2016 levava a este momento: conhecer a Shanghai Disneyland, nova adição ao império da Disney Parks and Resorts e provavelmente a maior sensação da década dentro deste mercado. A missão era clara e ousada desde o início: trazer inovação e experiências diferenciadas para um segmento que já contava com empreendimentos de sucesso.

A jornada começou no início dos anos 2000, com as primeiras negociações entre a Disney e o governo de Xangai. Entretanto, para ajudar o desenvolvimento da unidade de Hong Kong que já estava em fase inicial de construção, o governo chinês optou por atrasar o projeto Shanghai. Só em 2009, cinco anos após a abertura da Hong Kong Disneyland, que a proposta enfim foi aprovada pela cúpula de Pequim, com previsão inicial de abertura para 2015.

Apenas um ano depois do previsto, em 16 de junho de 2016, o “Shanghai Project” abriu para o público com a promessa de ser um novo conceito de resorts Disney, assim como um dos parques mais inovadores do mundo. Neste quesito, posso confirmar que não foi da boca pra fora. A Shanghai Disneyland é realmente impressionante, uma joia preciosa mesmo dentro de uma empresa que já criou o Magic Kingdom, a DisneySea e tantos outros lugares maravilhosos. Neste post, comento um pouco da minha experiência e tudo que vivi nestes dois dias tão especiais que passei nas terras chinesas do Mickey.

O RESORT

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O resort fica localizado na área de Pudong, distrito ao leste de Xangai, que já conta com alguns lugares importantes como o Expo Park, diversas universidades e o próprio Aeroporto Internacional. Em resumo, pode ser dividido nos seguintes pontos:

  • Disneyland Park – O parque em si, que em Maio de 2018 conta com sete áreas temáticas, 32 atrações, 24 lojas e 22 restaurantes e quiosques para alimentação.
  • Disneytown – Área de entretenimento, restaurantes e compras, semelhante aos Disney Springs (Orlando), Downtown Disney (Califórnia), Disney Village (Paris) e Ikspiari (Tóquio).
  • Wishing Star Park – Área descoberta, voltada para passeios e atividades ao ar livre. Conta também com um anfiteatro para 900 pessoas.
  • Walt Disney Grand Theatre – Teatro de 1.200 lugares, com entrada tanto para a Disneyland quanto para a Disneytown, que abriga as versões em mandarim dos grandes musicais da Broadway. Abriu em 2016 com O Rei Leão, mas atualmente está prestes a estrear A Bela e a Fera. No intervalo entre cada produção, foi exibido um festival de filmes da Disney. Ocasionalmente serve de sede de lançamentos e eventos promocionais dos filmes da companhia.
  • Shanghai Disneyland Hotel – Hotel principal, que estaria no padrão Deluxe da Disney World.
  • Toy Story Hotel – Hotel categoria econômica, todo tematizado com os personagens de Toy Story.

O PARQUE

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Curioso como uma Disneyland pode ser tão familiar, mas ao mesmo tempo tão diferente. Por um lado dá pra sentir aquele calor de estar em casa, afinal temos o castelo, as lojinhas, os restaurantes tematizados, mas por outro, diversos elementos destoam dos outros resorts. Para começar, uma coisa que se perde em Xangai: o aconchego, a sensação de um pequeno reino mágico perdido na floresta. Aqui tudo é enorme, espaçoso e imenso. A quase bucólica Main Street USA dá lugar à Mickey Avenue, larga e vasta, pensada para paradas gigantes e, claro, para abrigar a maior população do mundo. O resto das lands não ficam para trás, grandes avenidas ligando uma terra a outra, ou até uma atração a outra. Como a Tomorrowland, que nada tem do futuro “antiquado” de Walt Disney, parecendo mais com uma realidade pré-distópica, meio esterilizada e sem personalidade.

Mas apesar disso tudo, ainda que com estranhamento, o espírito de Walt pode ser sentido a cada instante. Sua paixão por inovações, seu faro para entretenimento e sua visão para parques temáticos estão presentes, personalizados, atualizados e, sem dúvidas, potencializados. Porque sim, a Shanghai Disneyland merece toda a atenção que vem recebendo. É um lugar magnífico e deslumbrante, que grita Disney, mesmo com suas particularidades. Acho que vai depender do gosto de cada um, mas esse sentimento de conhecer algo de novo num ambiente tão familiar é algo que me encantou profundamente.

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Enfim, vamos à parte prática! A Shanghai Disneyland é dividida nas seguintes lands: Mickey Avenue (entrada equivalente a Main Street), Gardens of Imagination (frente do castelo), Tomorrowland (área futurista), Toy Story Land (autoexplicativo), Fantasyland (área dos clássicos), Treasure Cove (terra de Os Piratas do Caribe) e Adventure Isle (temática de aventura). Como é um parque ainda com informações um pouco escassas, alguns destaques precisam ser feitos.

  • Quantos dias?
    • Pra quem quiser aproveitar bem, recomendo pelo menos dois dias. Mas caso você queira realmente zerar o local, sugiro reservar três. E acreditem, pelo tamanho e quantidade de coisas para fazer, quatro dias ainda não seria um absurdo.
  • Vale a pena ficar hospedado nos hotéis temáticos?
    • Sim. Quem quiser comodidade e imersão completa no mundo Disney, não tenha medo de gastar um pouco mais para ficar no resort (o Toy Story Hotel é bem acessível, farei post sobre ele em breve). Apesar do transporte fácil para a cidade, o metrô de Xangai é sempre meio caótico, então espere levar pelo menos uns 50 minutos do centro.
  • Consigo me virar com inglês?
    • Para coisas básicas, claro que sim. Todas as sinalizações tem tradução e os cast members voltados para atendimento falam um mínimo de inglês. Mas não esperem atrações bilíngues ou conversas muito profundas com a maioria dos funcionários. Neste sentido não foge muito do que se encontra no Japão, com a desvantagem de que os chineses tem um pouco menos familiaridade com o inglês e não possuem nem metade da simpatia dos japoneses.
  • Precisa de visto?
    • Sim. No momento que escrevo este post, em junho de 2018, brasileiros precisam emitir visto nos consulados ou embaixada para visitar Xangai. O meu custou em torno de R$ 400,00. Saibam mais em: br.china-embassy.org/por/lqfw/
  • Como funciona o FastPass (famoso “fura-fila”)?
    • Até pouco tempo eles usavam o sistema de papel, como em Tóquio e Paris. Mas agora já funciona pelo aplicativo, semelhante a Orlando. O app escaneia o ingresso, sincroniza com sua conta e libera a marcação de FastPass assim que você entra no parque. Na hora marcada, o app emite um QR Code que precisa ser mostrado no acesso especial da atração. O aplicativo tem opção em inglês e opera maravilhosamente bem. Não tive problema nenhum! O parque oferece Wi-Fi, mas falarei disso mais adiante.
  • As lojas são caras?
    • Felizmente não. Achei os preços tranquilos ou, na pior das hipóteses, os esperados para parques temáticos. Pra servir de parâmetro: camisas simples custavam 99 CNY (aprox. R$ 60,00), chaveirinhos 55 CNY (aprox. R$ 35,00), pelúcia pequena 139 CNY (aprox. R$ 82,00) Uma dica importante: várias lojinhas tem descontos de 10% até 12:00, como a Power Supplies (do Tron) e a Doubloon Market (do Piratas do Caribe).
  • Como é a lotação?
    • Sendo direto: Shanghai é muito lotada. Fui durante a semana (quarta e quinta) e tinha muita, mas muita, gente. O padrão de fila era de 40 minutos, por baixo. As duas atrações mais concorridas chegavam a 2 horas de espera as 10:00. Por isso o planejamento dos FastPass é fundamental, explicarei na próxima sessão.
  • Que horas o parque abre e quando devo chegar?
    • Abre normalmente as 08:00. Recomendo chegar as 07:30 para já ficar na fila de acesso. É primordial entrar o mais cedo possível para aproveitar as atrações sem tanta demora.

INGRESSOS

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Os ingressos podem ser comprados para 1 ou 2 dias e os preços variam um pouco dependendo da época. Mas pra servir como base, o 1-Day Ticket custa em torno de 399 CNY (aprox. R$ 240,00), enquanto o 2-Day Ticket custa 718 CNY (aprox. R$ 430,00). Nem vou perder meu tempo explicando sobre como comprar na hora, pelo simples motivo de NÃO FAÇAM ISSO. Começar a manhã na fila da bilheteria é um desperdício enorme. Comprem online! É fácil, rápido e aceita a maioria dos cartões internacionais. Dá para comprar com até 1 mês de antecedência. Não esqueça de imprimir o comprovante: ele e seu passaporte serão solicitados nos portões de entrada (parece que dá para trocar no Guest Relations também, embora eu não tenha testado).

ATRAÇÕES

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Aqui chegamos num assunto delicado. Como falei, as filas são quase sempre grandes ou enormes. Portanto antes de comentar as principais atrações, vou já dar uma dica para potencializar seu dia:

  1. Chegue 07:30 ou antes.
  2. No momento que entrar pegue FastPass para o Soaring.
  3. FastPass confirmado, corra para o Roaring Rapids.
  4. Depois, tente correr para o Seven Dwarfs Mine Train. A fila deverá estar em 30 minutos no máximo.
  5. Utilize seu primeiro FP e assim que der pra marcar o próximo, pegue o Tron Lightcycle Power Run ou Pirates of the Caribbean (caso ainda tenha disponível o Roaring Rapids ou Soaring, também é uma opção. As filas normais estarão impraticáveis no resto do dia!).
  6. Por fim, vá usando seus FPs e abusando do recurso de Single Rider. Sempre que ver tempo de espera com 40 minutos ou menos, aproveite! Não vai ficar melhor que isso! Importante priorizar o Tron, Piratas, Ursinho Pooh e Peter Pan. São atrações bem legais!

Seguindo este plano, garanto que seu dia será bem produtivo. De qualquer maneira, coloco abaixo meus destaques, sinalizando com (+) as prioridades para uso de FastPass. A lista completa pode ser conferida no site oficial.

  • TRON Lightcycle Power Run (+) – Minha atração favorita. Aliás, não só deste, mas de todos os parques Disney. É uma montanha russa meio indoor, meio outdoor, no nível certo de adrenalina e tematização. Apesar de eu odiar o filme que a originou, esta ride maravilhosa me ganhou. Tem Single Rider e corta MUITO a fila. Vá no mínimo duas vezes: uma de dia e outra de noite, faz toda a diferença.
  • Pirates of the Caribbean – Battle for the Sunken Treasure – Minha segunda atração favorita. Sabe aquele Piratas do Caribe fofinho que você tanto ama em Orlando? Esquece. Pode derrubar aquela porcaria e colocar esse aqui no lugar. A imersão é impressionante, os efeitos são de tirar o fôlego. Na falta de uma palavra melhor: Uau.
  • Soaring Over the Horizon (+) – Bela versão desta ride clássica! Tem que correr logo cedo, afinal as filas chegam facilmente a duas horas durante a tarde.
  • Roaring Rapids (+) – A outra atração mais concorrida, também com filas quilométricas durante o dia inteiro. É uma dessas corredeiras que dão uma boa molhada. Divertida, porém não acho que vale tanto a espera. Vá de FastPass se conseguir.
  • Seven Dwafs Mine Train (+) – Montanha russa e dark ride muito legal, bem parecida com a versão de Orlando. Dá pra ir de Single Rider também.
  • The Many Adventures of Winnie the Pooh (+) – Amei esta atração, por mais infantil que seja. Os veículos tem um efeito de pulo para imitar o Tigrão que é muito bonitinho. A tematização também não fica para trás: uma fofura atrás da outra.
  • Peter Pan’s Flight (+) – Outra atração clássica, com algumas leves alterações. O carrinho suporta mais pessoas e possui alguns efeitos novos. Mas o básico é o mesmo dos Estados Unidos, sempre prezando pela magia do filme que a inspirou.
  • Rex’s Racer – Atração de queda em velocidade muito divertida com um toque de desespero. Tem também na Disney Hong Kong.
  • “Once Upon a Time” Adventure – Passeio a pé pela história da Branca de Neve. O conceito não é nada demais, mas os cenários animados são realmente impressionantes. Os personagens do filme foram recriados num 3D perfeito, que é misturado com objetos reais e projeções de alto nível. Outra vantagem? Você tem a chance de subir no castelo.
  • Voyage to the Crystal Grotto – Passeio de barco muito bonitinho que percorre instalações de vários filmes da Disney. Perfeito para aquela descansada no meio da tarde.
  • Tarzan: Call of the Jungle – Espetáculo circense que tem o Tarzan como pano de fundo. Não é nada espetacular, mas tem alguns momentos bonitos com performances de malabaristas e acrobatas bem talentosos. Como o show é todo visual, o chinês não é nenhum empecilho.
  • Buzz Lightyear Planet Rescue (+) – Mesma atração de atirar que tem nos outros parques. Mas como sou DOIDO nela, não pude deixar de ir inúmeras vezes. Pegue um FastPass pra ela lá no meio da tarde, quando as demais já estiverem esgotadas.

Enfim, tem muitas outras atrações, mas listei as minhas favoritas. Importante ter a disciplina neste parque de fazer as mais concorridas logo de manhã, para depois sair pra passear, tirar fotos e comer. Lá no final da tarde dedique um tempo ao castelo, o fabuloso Enchanted Storybook Castle. Eu prometo que ele não vai sair da cabeça tão cedo.

ALIMENTAÇÃO

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Pela primeira vez senti um certo choque cultural dentro de parque na hora de escolher o que comer. Existem algumas opções universais como sanduíches, fast-food, sorvetes e waffles, mas o grosso dos restaurantes tem características bem mais chinesas do que ocidentais. Por um lado pode ser ruim, por exemplo pela falta de boas opções vegetarianas, mas por outro, dá para encontrar coisas bem diferentes do usual. Não me arrependi de nada que experimentei, mesmo com os eventuais sustos. Me arrisquei nestes lugares:

  • Tangled Tree Tavern (Fantasyland) – Os fãs de Enrolados (tipo eu) vão enlouquecer! Este restaurante quick service super bonitinho é inspirado na taverna do filme, onde ocorre o número “I’ve Got A Dream”. O Fish and Chips é ótimo!
  • Il Paperino (Mickey Avenue) – Experimentem o waffle do Pato Donald com brownie e sorvete. De nada.
  • Remy’s Patisserie (Mickey Avenue) – Confeitaria com diversos doces maravilhosos inspirados nos personagens da Disney. A tematização é toda de Ratatouille.
  • Mickey & Pals Market Café (Mickey Avenue) – Completando a tríade da Mickey Avenue, esse restaurante é perfeito para quem quiser comer e ver a parada da tarde. A comida é boa e a visão privilegiada. Experimentei o Seafood Laksa, que é delicioso e mega apimentado.

Além dos restaurantes e lanchonetes dentro do parque, a Disneytown também oferece ótimas opções de alimentação. Tem tanto redes ocidentais, como Starbucks e The Cheesecake Factory, quanto chinesas de raiz. Todas fecham as 22:00. Depois disso, comida só mesmo nos hotéis. Vejam lista completa no site oficial, clicando aqui.

COMO CHEGAR

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A Shanghai Disneyland pode ser acessada de metrô pela linha 11. Da estação Disney Resort, uma caminhada de 5 a 10 minutos te leva até a entrada do parque. Pra quem for se hospedar em alguns dos hotéis, o resort oferece ônibus gratuitos de locomoção.

Pra quem estiver indo ou vindo direto do Aeroporto de Pudong, talvez valha a pena pegar um táxi. A distância é relativamente curta, mas ainda não existe nenhum trem ou ônibus com o caminho direto (pelo menos que eu tenha descoberto, mas na China nunca se sabe). Então quem estiver em dupla ou grupo, considere pegar um táxi que certamente vai lhe poupar um belo tempo de transporte público.

INTERNET

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Pois é, nesta Disney temos que falar sobre este assunto. A China possui uma censura nacional de internet, que bloqueia a maioria das nossas páginas e plataformas favoritas como Google, Facebook, Instagram, Twitter e etc. Então para ficar conectado é preciso estar atento a alguns detalhes.

  • O parque e os hotéis oferecem Wi-Fi gratuito. A parte inconveniente é que precisa inserir um número de celular válido para receber uma mensagem com código de liberação. Então tenha em mente que será necessário estar com algum SIM card ligado para conseguir ativar a internet. Por que isso é importante? Para usar o aplicativo da Shanghai Disneyland, onde você verifica os tempos de fila e marca seus FastPass. O app não é afetado pelo bloqueio chinês.
  • E como acessar as redes sociais e sites internacionais? Para isso é necessário ter uma VPN, ou seja, uma rede de internet privada. Ela serve para “fingir” que seu dispositivo está se conectando de outro país. Desta forma, o firewall do governo chinês é driblado e todas suas redes queridas voltam a funcionar. Existem vários aplicativos de VPN para celular, tanto pagos quanto gratuitos. Obviamente os primeiros são mais eficientes que os segundos. Minha dica é o ExpressVPN (disponível pra Android e iPhone), que é pago, porém oferece 7 dias de teste gratuito. Utilizei sem problema nenhum e depois apenas cancelei a conta.
  • Por fim, dica importante, pra quem estiver vindo de Hong Kong: Recomendo comprar em alguma das lojas da China Mobile (tem em tudo quanto é canto, incluindo no aeroporto) o SIM Card com opção Hong Kong + China Mainland. Este chip funciona na China normalmente, bastando ligar o roaming do celular. É um pouco lento, porém resolve para as necessidades básicas sem precisar de VPN. Leia mais aqui.
  • Pra quem não estiver vindo de Hong Kong, de qualquer maneira acho interessante passar em alguma loja da China Mobile (ou outra operadora) e comprar um SIM card local. Mesmo que a internet esteja limitada, é importante ter um número funcional para ativar o Wi-Fi gratuito do parque.

PONTOS NEGATIVOS?

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Então será que a Shanghai Disneyland é essa maravilha toda? Sim, é. Mas obviamente que mesmo os melhores lugares do planeta tem também seus pontos negativos. Alguns podem ser causados por eventuais diferenças culturais, mas outros soam mais como problemas operacionais que já deveriam estar corrigidos. Destaco as coisas mais estranhas que pude perceber:

  • Os chineses não respeitam muito as filas. Sério, não estou generalizando, eu juro. Em todas as filas que entrei, houveram tentativas de passar a minha frente. Com o tempo comecei a ficar esperto de sempre andar rápido e bloquear a passagem com as mãos. Só assim!
  • Os cast members de Xangai são DE LONGE os mais mal educados, impacientes e indiferentes de todas as Disneys. Não esperem o povo legal dos Estados Unidos ou as pessoas lindas e fofas do Japão. Cansei de ver os cast members chineses de saco cheio, ignorando visitantes e até berrando uns com os outros. Claro que não são todos, mas é bem comum encontrar umas figuras mal humoradas por lá.
  • Acreditem ou não, tem alguns vendedores ambulantes ilegais dentro do parque. No meio das filas, perto das lojas e espalhados pela multidão. Isso que seria impensável nos outros resorts, é uma realidade em Xangai. Se a segurança não percebe ou faz vista grossa, acho que nunca saberemos.
  • Ficar nos hotéis temáticos é uma ótima experiência e muito conveniente. Mas o resort ainda tem dificuldade de cumprir certas coisas que eles prometem, como por exemplo o “Extra Magic Hours”. Todos os hóspedes tem o direito de entrar no parque as 07:30, 30 minutos antes da abertura oficial, por uma entrada especial na Disneytown. Mas nem sempre as operações de transportes e filas são eficientes os bastantes para este benefício ser cumprido. O que aconteceu comigo: cheguei no ponto de shuttle do hotel as 07:00, com o primeiro ônibus marcado para 07:10. Entretanto a fila estava tão grande que só consegui pegar o terceiro ônibus que apareceu, ou seja as 07:30. Cheguei na entrada do parque uns 5 minutos depois, mas a fila especial de hóspedes levou quase 25 minutos. Ou seja, entrei no parque de fato as 07:57 (registrado no relógio). E adivinhem? Os portões principais abriram 5 minutos adiantados. Resultado: meu benefício foi praticamente irrelevante. Pra não dizer que não adiantou nada, consegui chegar no Roaring Rapids e pegar o FastPass do Soaring antes da maioria. Mas ganhar uma leve vantagem, pra quem contava com 30 minutos de exclusividade, convenhamos que não é grande coisa.
  • Grades. Meu senhor Mickey, como tem grades. A organização coloca tantas grades nas entradas, para delimitar áreas e separar espaços, que ao invés de organizar parece que só atrapalham. Perto da entrada, cuidado com as grades. Uma virada errada, boa sorte em retornar o caminho inteiro. E já dentro do parque, se acostume em começar a não poder acessar vários lugares que você passou o dia inteiro acessando.
  • Última coisa sobre os chineses (juro!): eles correm, gritam e empurram como ninguém. Para um brasileiro se incomodar com isso é porque a coisa é séria. Não entendam mal, o povo é super receptivo e simpático com turistas. A China é um lugar muito legal e passei momentos ótimos por lá, dentro e fora de parque. Mas o fato é que eles são muito afobados e ignoram várias regras de convivência. Então meu conselho? Se acostume e imite os locais. Corra, berre e se imponha, sem a menor vergonha.
  • Pra quem ama princesas, uma coisa estranha por aqui: algumas delas não estão muito presentes. Provavelmente por conta da censura e do sistema de distribuição restrito do país, diversos filmes clássicos não chegaram na China. Portanto várias de nossas obras favoritas simplesmente não são conhecidas por lá. Então não esperem encontrar com tanta facilidade Ariel, Bela, Esmeralda e Aurora. Popular mesmo é Frozen, Enrolados, Piratas do Caribe e Star Wars.

CONCLUSÃO

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Falei demais né? Não sei se deu pra perceber, mas eu amei a Shanghai Disneyland. Tive dois dias muito especiais por lá, me diverti, relaxei e ri bastante. Esse lugar tem uma magia especial, mesmo pra quem é veterano em Disneys. É muito fascinante pensar que estamos acompanhando o início de um resort que ainda vai crescer, ganhar novos parques, hotéis e trilhar uma história tão rica no mercado do entretenimento quanto o Magic Kingdom ou até mesmo a Disneyland original. São só os dois primeiros anos deste reino mágico, tão diferente e tão familiar, feito para nós fãs de Disney, chineses ou brasileiros, novos ou velhos. Que venham muitos outros anos! Walt ficaria extremamente orgulhoso.

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